Quero refletir sobre o outro lado da espiritualidade… Temos vivido dias difíceis em relação a fé genuína, já que a um contingente de pessoas re-pensando sobre sua situação dentro das instituições.
De todo não é ruim, pois de certo modo as pessoas estão refletindo e analisando o que se tem falado, ministrado, ensinado e cantado nos púlpitos… Mas por outro lado podemos cair na racionalização e por ora para não ser taxado de muito espiritual acabarmos no erro do radicalismo e pode ser que a falta de equilíbrio nos leve a ficar cansado da igreja e conseqüentemente de Deus…
O fator predominante que impede as pessoas de irem ao templo pode ser entendido de duas formas. Primeira por estarem cansadas, desmotivadas, assim ela se torna um mal dentro da igreja transformando num contentador e raivoso, podendo não só ferir pessoas e se ferir, mas levando outros a estar em estado de alerta contra o sistema e seus representantes. Segundo quando a secularização cega o individuo e ele enxerga só o que quer, se tornando um sonhador e rebelde ao mesmo tempo… isso pode ser reflexo de uma liderança fraca, oportunista ou autoritária que reprime com suas atitudes. A falta de comprometimento gera relacionamentos vazios e sem vida.
Se você for líder comece a ter a percepção de como seus liderados estão se comportando em relação a você e os outros membros, afinal como se fiz na psicologia a pessoa da sinais de descontentamento, frieza e cedo ou tarde acabam saindo. Se no calor da inquietação que cerca uma pessoa desmotivada as respostas podem ser as mesmas e pode acabar sendo rude com você, pois na concepção do membro decepcionado com o sistema ele se acha superior em relação a tudo e todos, estes da igreja “sem igreja”, por que são poucos assíduos tem o costume de ser intolerantes e rebeldes, o que qualquer coisa falada por alguém de forma genérica pode ser subentendido como sendo um recado pessoal…
Se você for membro seja equilibrado, os lideres estão ali para auxiliar, mas também estão sujeitos a erros…
De forma geral, temos que ter o respeito pelas pessoas, tenho visto em muitos lugares, que as pessoas são individuais, muitas vezes cantamos sobre amor e comunhão e no fim do culto não olhamos no rosto da pessoa que nos estende a mão para uma saudação. Que comunhão é essa que dizemos compartilhar?
Quando as pessoas se dizem cansadas da igreja elas logo estarão re-passando isto a Deus, pois a falta de ir ao templo levará a não cultuar e comungar… E logo Deus que não tem culpa de seus destemperos sairá como vilão…
Temos que sair da zona de conforto, e ficar onde melhor nos adaptamos, mas as vezes é melhor, mas cômodo, ficar ‘de fora” criticando ou discursando sem apontar alternativas. Quando você envolve na causa, não sua, mas do evangelho do reino que alcança vidas, o resultado é melhor para todos. Mas preferimos viver o toma-la da cá…
Precisamos sim, rever conceitos, alcançar os de dentro e o de fora… mas precisa por outro lado os de dentro quererem ser alcançados e viverem uma vida menos egoísta e mais altruísta…

