A dúvida nos coloca em estado de alerta, ela é responsável por tornar nossa vida mais difícil, e por outro lado, nos mostra o quanto somos voláteis e temos dificuldade de encontrar o ponto de equilíbrio, frente essas possibilidades, penso que na vida temos todo o direito de duvidar sobre infinitas questões, a nossa fé sempre deve estar embasada em Jesus, mas todo o resto é fruto de ondas que vem e vão e podem ocasionar estragos ou em casos específicos reviravoltas que tragam benefícios a si mesmo. A verdade é que em todo momento somos colocados frente a uma decisão, seja ela positiva ou não, que mexe conosco e faz com que a curto, médio e longo prazo reverbere em algum lugar.
Este artigo já estava sendo compilado quando duas notícias estarrecedoras tomaram conta dos noticiários do mundo todo, primeiro a barbárie do extremista cristão Anders Behring Breivik, um atirador norueguês, que há 18 meses vinha planejando os ataques como prova de sua insatisfação contra vários fatores que segundo ele, era inevitável a tragédia. Para ele, alguns destes fatores são culpa da miscigenação em paises que outrora eram “puro sangue”, para Anders era preciso eliminar o islamismo, ter etnia homogênea, educação de qualidade, políticas conservadoras e livre mercado, ele mesmo citou o Brasil como exemplo para não ser seguido.
Outra noticia lamentável é a morte de Amy Winehouse, não se pode negar seu talento para a musica, muito menos sua voz e sua performance como artista, mas sua carreira foi marcada por tantos devaneios levado pelas drogas que é u triste fim para uma jovem de apenas 27 anos, particularmente penso que a arte e a cultura perdeu um talento nato. As causas da morte, ainda sem um laudo oficial, já demonstra que as drogas lícitas e ilícitas levaram Amy a este fim.
O que estes dois casos têm a ver com este texto? Simples. Pessoas comuns ou artistas consagrados tem em suas mãos o direito de escolher o caminho a seguir, seja qual for, a maioria de nós vai caminhando muitas vezes sem uma perspectiva certa das coisas, as vezes o caminho parece perfeito, mas seu fim é trágico, as razões que leva uma pessoa a seguir suas convicções podem até serem honestas, mas para uso pessoal, pois pode afligir vidas inocentes a curto ou longo prazo, já há caminhos que por terem tantas barreiras, nos faz desistir logo no início, mas por trás de portas pequenas e feias podem estar escondidos os milagres de Deus para nossa vida…
Agora você é a capaz de pensar de bate pronto sobre sua vida e dar uma nota rápida sobre como ela esta? E se pudesse qual seria a sua pré disposição em falar sobre si mesmo? Sim você vai responder que é difícil falar sobre pontos positivos e negativos e talvez alguém de fora seja mais assertivo nisso, é natural que todos nós façamos isso, ninguém quer expor suas fraquezas e decepções e em alguns casos falar positivamente de algo pessoal pode denotar uma suposta auto promoção.
Voltando a questão da decisão, todos os dias somos levados a pensar e tomar uma posição a respeito de alguma coisa, ao escolher a roupa, o sapato ou até a comida, para alguns é uma tarefa nada fácil, e ficam horas e horas experimentando uma ou outra peça, fica folheando o cardápio para ver qual o paladar, enfim, as decisões por menores que nos sejam trás certa indecisão… E porque não falar de temas mais ousados e relevantes, este talvez leve horas, dias ou uma eternidade para decidir, seja como for, todos nós somos confrontados pelo meio que vivemos a dar um rumo a qualquer situação, quando estas influências são externas, elas tendem a pressionar, mas não causam tanto dano se tivermos certezas internas, por exemplo, se alguém falar algo contrario a nossa fé, por mais que tente se estamos firmados em Deus, não terá efeito, pois sabemos em quem temos crido, mas quando as nossas incertezas pessoais pressionam e somos tomados de susto a tomar decisões que estão latentes em nosso interior, o assunto tende a ficar difícil demais. Por que somos capazes de “ajudar” as pessoas do nosso lado, mas quando é conosco…
Pense de novo no atirador e na cantora. Eles optaram em seguir um caminho de morte, as drogas são perversas e por mais que família, amigos, governo trabalhem em conjunto para dar um caminho melhor longe delas, cabe a pessoa, ter força de vontade e muita dedicação para se livrar deste mal, e mesmo assim não é fácil. O atirador, pensando fazer um bem a sua geração, exterminando o que para ele eram radicais, seu fim esta estampado em todos os jornais do mundo. Percebe que somos reféns de nossas escolhas?
Há pessoas que tomam decisões baseadas na emoção, no calor do momento, em muitos casos são levadas ao fracasso por entender que aquilo foi importante naquela hora, mas nunca pensam no futuro, são impetuosas, querem resolver logo, se sentem atraídas pelo incerto e “metem” o pé na jaca. Como também existem aquelas que são tão certinhas que perdem as oportunidades, em todo instante ficam pensativas e por morosidade levam anos para tomar uma decisão e quando tomam coragem percebem que o seu tempo já se foi.
É triste este quadro, mas reflete o que muita gente faz ou deixa de fazer. Que caminho tomar quando estamos tomados de uma pressão interna a ponto de não arrepender do caminho que tomamos? É certo que por mais seguros que sejamos e por mais precauções tenhamos, no fundo sabemos que temos que arriscar. A vida é como uma bolsa de valores, a cada dia investe nela certa medida, às vezes recuamos diante das adversidades externas, e quando o céu de brigadeiro aponta no horizonte, voltamos a investir, arriscar sempre com parcimônia, para não causar dano a nós mesmos e nem as pessoas que nos cerca.
Mas como saber que estamos no caminho certo? Sempre penso que a vida emite sinais, na verdade nosso corpo fala, é ele que dá estes manifestos onde permite que nós possamos saber se estamos certos ou errados. Quando a mídia transmite uma tragédia como à da Noruega, todos ficam buscando saber como era a vida do maluco que cometeu tal ato, mas a pessoa ao longo da vida vai deixando rastros de que em breve tudo aquilo que aconteceu poderia ser evitado, é triste ver que uma pessoa saiu do seu estado normal e cometeu um crime, mas é possível notar que estas situações são notáveis na vida das pessoas, pois todos nós emitimos mesmo que indiretamente, quem de verdade somos…
Às vezes vejo casais passar por cursinhos e palestras, renova as alianças e depois em curto período de tempo o mesmo separa. Perguntam-se os motivos e o conselheiro não sabe dizer, pois o tal casal, não demonstrava que estava em crise, na verdade a olho nu, olhando diretamente para eles, formavam um lindo casal, mas os sinais do tempo, na vida e na intimidade mostravam que isto aconteceria, mais cedo ou mais tarde, era só uma questão de leitura corporal.
Mas porque há em nós certa dificuldade de fazer uma escolha, isso é até natural, já que temos opções na vida, se partirmos do princípio de tudo, que precisamos decidir entre Deus e o Diabo, é evidente que todos vão querer estar do lado de Deus, até os ateus que apesar da negativa deles, no aperto recorrem ao Todo Poderoso. Quando penso que temos opção a que caminho seguir, ele se torna restrito quando esta opção se torna clara tanto para mim quanto para a quem faço aliança, ou seja, o livre arbítrio ele só existe quando ainda estamos pensativos em relação a que rumo tomar, mas depois de optar deixamos de lado esta liberdade de escolha e tornamos servo. Deus nos deu a opção de escolha, entre o bem e o mal, após a nossa conversão a Cristo, não temos mais nenhum querer e vontade, somente servi-lo em amor. Pois Ele se tornou Senhor de nossas vidas, e somos guiados pelo Seu Santo Espírito.
Embora isso seja real, por vezes queremos reivindicar alguma coisa pendente, é como se o “céus” fosse obrigado a ressarcir nossos depósitos. E queremos a restituição de muitas coisas, por entender (errado) que somos cabeça e não cauda. E isolamos textos para garantir (ainda que de passagem) um “êxtase” momentâneo. Acredito que em relação à fé, mesmo que em alguns momentos possamos sentir fracos e desanimados, ela continua perene, embora vacilante, nossa crença em Deus caminha no prumo, só em casos isolados que as pessoas se afastam totalmente do Evangelho, e nestes casos o fator predominante esta ligado a pessoas e não diretamente a Deus, pois Ele em seu infinito amor é misericordioso, mas vale ressaltar que as pessoas culpam a Deus em muitos casos por pensarem Ele ser culpado pelas promessas vazias de líderes sem palavra.
Agora no dia a dia o que nos faz refletir ou re-pensar nos rumos que damos a nossa vida? O que pode ou não determinar se estamos fazendo o certo em coisas pequenas, em detalhes que pode não ter muita significância para muitos? Ou o que as pessoas pensam e falam de nós tem um peso a ponto de interferir em nossas escolhas? Afinal ou casamos ou compramos um bicicleta, ou compramos um carro ou viajamos para o Nordeste, ou continuamos isolados das pessoas, no nosso mundinho, ou fingimos ser aquilo que querem de nós? Nesse universo de hipóteses, vamos sempre fazer conjecturas entre o que é correto e errado, e nossas escolhas presentes vão repercutir em nossa vida futura. Como diz o ditado popular: – “Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”, a vida é assim, sempre caminhamos em incertezas que podem ser boas ou ruins, mas precisamos ser responsáveis pelas nossas decisões e entender que elas serão determinantes para garantir um futuro bom ou ruim, e que às vezes é melhor um fim horroroso do que um horror sem fim…
Não estou em cima do muro, mas simplesmente discorrendo entre pensamentos, que no mundo de escolhas, nunca saberemos se tornamos a mais assertiva, mas temos que arcar com ela, e saber que a nossa escolha pode não só atingir nossas vontades e desejos, mas mudar o futuro de alguém…
Por fim, as vezes a vida da voltas e nos dá a oportunidade de re-escrever nossa história, outras vezes ela nos oferece a chance de mudar e sair do caminho errado, seja como for, todos nós temos um momento de re-pensar e aproveitar as escolhas que fazemos, você pode ficar parado deixando a vida passar ou pode correr atrás do prejuízo, pode optar por ficar no seu mundinho e esquecer das outras alternativas ou poder querer mudar tudo, mas uma coisa você tem que saber, só você poderá ser responsável pelas escolhas que fizer nesta vida, após isto vem a morte, e o ciclo se finda… E no lugar que for, não haverá arrependimento, senão a expectativa de um justo juízo, então deixo pra você as belas palavras de Eclesiastes 9. 9-11: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos.”
Por fim veja este vídeo e reflita:



