Estamos sendo ministrados sobre Comunhão em nossa Igreja O Brasil Para Cristo em São Mateus/ SP, a cada dia podemos perceber a importância do tema para cada cristão, é evidente que o texto de Atos 2.42 tem um impacto nas pessoas quando se fala em comunhão, mas precisamos desmistificar o assunto e aprofundar nas entrelinhas para perceber que ali esta inserido alguns princípios para vida da igreja.
I João 1: 1 – 3
“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifesta, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.”
João relata seus dias ao lado do Mestre, interessante que Jesus em momento algum falou disso, mas praticou na sua totalidade com as pessoas que estavam por perto, Ele ia de aldeia em aldeia, ensinando e curando, ficava na casa de um, dormia em outra, almoçava em outro canto e assim com atitudes simples Ele transmitia uma vida simples, mas eficaz, capaz de deixar a seus discípulos um exemplo a seguir.
Se pensarmos em comunhão, logo o que vem a mente é alguma coisa em comum, uma uniformidade de idéias, opiniões e harmonia que cada um preserva para o bem de todos. Ter comunhão é simplesmente ter um conjunto de ações com outro, seja crença, desejos, planos, torcida, estudos, trabalho e por ai vai. Nem todos os exemplos podem ser positivos, a antiga União Soviética apregoou o Comunismo como sendo uma retaliação ao Capitalismo, mas seu sistema de governo onde todos teriam tudo em comum esbarrou em tiranos que para se perpetuar no poder massacrava seus povos. Se pensarmos em uma rede terrorista, logo vêm à mente todos em comum acordo para um determinado fim, lembremos do fatídico 09/11/01 onde a Rede Al Qaeda dizimou milhares de inocentes para vingar os Estados Unidos.
Logo o que se pode perceber é que ter comunhão pode ser tanto para o bem quanto para o mal, e o resultado disso será visível não só para os próximos como também para futuras gerações.
Voltando a João, seu relato é muito interessante, ele diz que aquilo que ele viu e ouviu, contemplando e tocando desde o princípio… Ou seja, ele estava simplesmente dizendo que era testemunha ocular e que falava de algo real, ele aprendeu com o Mestre, os três anos de caminhada não precisou tocar no assunto, ou ter reuniões de condomínio para lavar roupa suja, a vida de Jesus os inspirava a continuar a ter atitudes que refletissem a verdade do evangelho.
Em Atos 2.42 – 44 o povo “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. É evidente que só quem conheceu Jesus e andou com Ele como foi o caso de João poderia dar “seguimento” a uma doutrina se é que podemos falar assim. Este mesmo povo praticava a comunhão estando juntos nas refeições e nas orações. Este exemplo era seguido a ponto de cair na graça do povo. A partir deste fato, João vem dizendo que aquilo que eles praticavam, agora era possível a outros, afinal ele viu e ouviu e após anunciou a respeito da Vida, se eles (apóstolos) viviam debaixo dessa verdade, ou seja, comungavam da morte e ressurreição do Messias, logo todos os que cressem em suas palavras teriam comunhão com o Pai, através de Jesus Cristo.
Não podemos perder o foco pensando que comunhão é só vivenciado no templo, na hora do culto, entre uma canção e outra, dando as mãos e orando uns pelos outros, comunhão é ter literalmente algo em comum. Quando grupos de pessoas desfrutam de uma mesma idéia, eles estão praticando a comunhão. Se a pessoa segue Buda e encontra outros religiosos da mesma fé, estes estão vivendo em comunhão. Assim podemos falar dos profissionais de engenharia, medicina ou agente de viagem que todos os dias eles tem um só pensamento, seja salvar vidas, construir edifícios ou levar as pessoas a desfrutar de sonhos em terras distantes. Imagine a torcida do Brasil em um estádio, lá a maioria nunca se viu, não sabem de gostos, crenças e profissão, mas juntos torcem pelo mesmo objetivo, ver seu país vencedor, ao lance convertido em gol, pessoas diferentes saem de seus lugares e começa a festejar a vitória, você vê uns que choram, outros riem, outros pulam, mas todos naquele instante então em comum acordo, ver sua seleção vencer.
Agora vamos transferir este pensamento de tudo em comum para as coisas espirituais, estar em um templo, onde cada pessoa tem sua vida particular, uns trabalham, outros estudam, tem os que torcem pelo São Paulo, outros pelo Tolima, há quem goste de rock e há quem prefere bossa nova, mas quando estão juntos o que os une é a fé, a pratica, os princípios cristãos, isso é que faz com que pessoas de diferentes raça, cor, sexo e necessidades, juntos tenham um só objetivo adorar a Deus e comungar do amor e graça derramada através de Seus Filho Jesus.
Por outro lado, só estar juntos no mesmo lugar não pode ser visto como comunhão, pois podemos estar em diversos lugares com muitas pessoas e não desfrutar dos mesmos ideais. Isso pode ser tratado no sentido religioso como ecumenismo, pois imagina um católico, um espírita, um budista e um cristão juntos, eles não têm o mesmo sentimento de fé, pois cada um crê de forma diferente, podem ter afinidades sociais, mas não espirituais.
Outro fator importante que vale ressaltar, o que nos une é o Pai e não os objetivos das pessoas, ou seja, esforço, dedicação, ânimo, zelo, amizade e tudo o mais é mero paliativo, pois quanto mais próximo da Cruz eu estar e lá meu irmão, o que nos une é Jesus, ora Ele em nós a Esperança da Glória.
Veja o que João prossegue no texto “Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”
O fato de andarmos na luz, nos aproxima do Pai e por isso temos comunhão uns com os outros. Sendo assim podemos concluir que:
1. Comunhão direta só com o Pai
2. Comunhão indireta com os irmãos através da comunhão do Pai
3. Não há comunhão sem que ambos estejam na presença do Pai
4. E não há comunhão quando somente um desfruta da comunhão do Pai e o outro não.
Comunhão é quando um grupo de pessoas partilha da mesma fé em Jesus, sabendo que Ele começou a boa obra em nós e aos poucos estamos aperfeiçoando, com o intuito de cada dia brilhar no mundo, a graça, amor e misericórdia do Pai. Quando formos participes deste mesmo ideal, podemos ter certeza que cairemos na graça da comunidade, pois verão em nós, um povo que se ama…



15 julho, 2011 no 10:56 AM
e isso só é possivel quando aceitamos o outro com seus defeitos e imperfeições e ele tbm à nós e toda essa aceitação vem do nosso coração que está em Deus que habita em nós, caso contrário seria inviável mas como estamos em Jesus todas as coisas são possíveis pois somos novas criaturas redimidas pela palavra.