O Evangelho é inegociável…

Estamos contanto os dias para o fim de 2011 de bate pronto se fizermos uma retrospectiva pessoal vamos ver o quanto avançamos, crescemos e amadurecemos como pessoas e cidadãs, nessa nova empreitada que o mundo nos direciona muitas coisas mudaram ao longo do ano e vimos muitas marchas lutando pelos seus direitos, cada grupo pedindo e tentando impor seus ideais, em torno disso a palavra que se encaixa aqui é diversidade, o seu significado talvez melhor se encaixe na “variedade” e “multiplicidade”, mas se forçarmos um pouco mais o assunto a fim de filtrar o tema poderão trazer a tona algo que pouco falamos, mas que esta presente em nosso cotidiano, a convivência de idéias e pensamentos, diferenças de crenças, opções sexuais, preferências que nem sempre agradam a todos, mas que acabam definindo um grupo e que torna a disputa por territórios e sentimentos um campo largo e perigoso, onde nem sempre os fortes tem vez, mas em uma multicultura mostra sua relevância em dias pós modernos e que afetam diretamente nossa caminhada humana em busca do apogeu pessoal.

Essa pluralidade pré existente desde os primórdios tem se tornado latente nos dias atuais frente à onda de democracia em que vivemos e os avanços da informação e do conhecimento, não que isso seja ruim, mas essa nova realidade traz a tona uma falsa aceitação de nichos existentes em todos os ramos de nossa sociedade (Talvez aqui não caiba “comunidade” já que não temos tudo em comum) e têm mostrado de forma clara a intenção do coração humano.

A intolerância que estamos vendo hoje é uma forma caricata de como o homem por tempos vêm mascarando suas verdadeiras intenções e aquilo que antes era visto como discriminatório, hoje é “aceitável” em formas de leis para punir as duras penas toda (in) diferença seja elas, sexuais, religiosas, raciais e culturais, em meio a isso o que se tem visto é uma enxurrada de manobras políticas que sorrateiramente nos impõe ao medo, já que toda forma de discriminação é vista como retrograda e mesmo que digam o contrário, têm fortalecido a máxima de reprimir idéias e pensamentos, mas dentro dessa caixa prestes a explodir esta uma minoria, que embora peça respeito, em contra partida afrontam e colocam em xeque as instituições tradicionais cristãs, subjugando toda forma de pensamento que opõe a suas ações, as transformando em vilões e manipulando a sociedade como um todo a engolir suas propostas a qualquer preço, o fato é que não querem discutir as possibilidades, deixando de ser vítimas e tornando-se agressores.

Por anos o homem vem lutando pela queda de qualquer tipo de preconceito, o racial talvez seja o que tenha deixado as maiores feridas, já que levou milhares de pessoas a uma vida marcada pela miséria e por maus tratos até mesmo em países com maioria negra, algumas famílias ricas e poderosas escondiam seus filhos que nasciam com algum tipo de deficiência física, porque para estes povos era um sinal diabólico, nos dias atuais discute a diversidade sexual, mas isso não é novo já que parceiros do mesmo sexo têm seus encontros desde a antiguidade, falar em “terceiro sexo” é algo normal para muitos, embora cada vez mais abrangente ainda resista a muitos. Os avanços precisam ser avaliados dos dois lados para chegar a um consenso que não venha impor vontades pessoais de grupos minoritários como absolutas, agora é preciso respeitar direitos de cada grupo (lembrando aqueles que estão em Cristo Jesus nova criatura é e uma vez mortos para o mundo e vivos para Deus não tem mais direitos).

Se fizermos uma análise apurada desde a criação é possível notar que a humanidade vêm sofrendo as variadas reações ao longo de sua espécie, as diversidades culturais de tempo em tempo sofrem suas mutações, dentro desses aspectos culturais e físicos a sociedade como um todo passa por transformações e permeadas por inserções religiosas que há décadas tentam preservar a família, é a resistência para a liberalidade geral.

Dentro dessa nova realidade é perceptível a maneira como as pessoas se vestem, alimentam-se, as inserções de cotas pela cor de pele, filiações partidárias, entre outros. É preciso aceitar as pessoas como são, mas o respeito mútuo é que irá ditar os limites dessa convivência pacífica. Quando se têm um olhar no passado para entender a diversidade humana o que se evidência são situações negativas e imposições que povos que julgavam mais fortes colocavam como condições para não dizimar toda uma raça. Alguns povos se sentiam tão superiores que subjugavam os outros como sub raças ou sem nenhuma humanidade, a casos a ser pensados e refletidos como na Alemanha nazista e no sistema de castas da Índia, não longe de nós brasileiros podemos citar os casos dos povos indígenas que tiveram seus direitos relegados a própria sorte com a benção da Igreja Católica.

Os avanços tecnológicos têm aproximado o homem em toda parte, em nenhum outro momento da história se viu algo parecido, mesmo na implantação do Império Romano com suas estradas e conquistas territoriais se chegou tão longe e tão rápido, mas por outro lado fica escancarado esse que tem sido um dos mal do século, a intolerância e a descrença, levando a re-pensar se estamos indo pelo caminho certo.

No mundo corporativo não é diferente já que empresas de ponta tem percebido que não há espaço para as velhas práticas e é preciso abrir alternativas para agregar toda essa gama de pessoas com seus mundos próprios e deficitários e inserí-las nessa nova cadeia global, onde apesar das diferenças pode ter um clima amistoso entre as partes em favor de um só pensamento.

O que há algum tempo era visto como manual de boas maneiras com lições de moral foram banidas para dar lugar ao novo modelo, onde não há acepção de pessoas e suas esquisitices pessoais, as velhas idéias que trabalhar ao lado de pessoas com deficiência física, transexual, ou de cor de pele diferente é coisa do passado, há esforços e investimentos na diversidade no que tange a área de recursos humanos onde é preciso gerenciar as equipes que sejam altamente competitivas, onde talentos podem se unir independente dessas lacunas ideológicas.

Para alguns especialistas é preciso incentivar esse novo pensamento e propor soluções, não há espaços para o retrogrado, sem diversidade é impossível pensar em novos avanços, esse pensamento corporativo permeia a sociedade capitalista e individualista ditando uma nova era. É necessário criar um ambiente aberto, que inspire a inovação, com troca de idéias e exposição das opiniões diferentes feita por pessoas que até pouco tempo atrás eram diferentes para a sociedade.

Mas como as pessoas comuns que saem de suas casas pela manhã e vão para essas empresas, escolas e faculdades, para suas igrejas tem visto esses avanços? Vivemos em uma sociedade que em sua maioria carrega as tradições do catolicismo, cristianismo, judaísmo e islamismo, e mostram-se antiquada frente a essa modernidade, essas crenças que têm uma mesma origem, são fieis a sua base, nisso se colocam como opositores frente a essa nova onda.

Não quero dizer que temos que ser diferentes e não aceitar as pessoas com suas ideologias, mas é preciso respeitar a todos e sermos respeitados naquilo que acreditamos também. A diversidade de pensamentos, cultura, raça, religião e sexo passam por transformações, mas ainda esta longe de ser unanimidade entre a maioria, cada grupo visa atender a seu nicho, quando vivemos numa sociedade que respeita essa multiforme maneira de pensar e agir, chegamos a ver o quanto precisamos ainda avançar.

Particularmente como cidadão entendo que cada parte precisa ser respeitada, mas não tem como desmembrar o cidadão do cristão, pois como cristão penso que algumas ações são inegociáveis, alguns avanços nas leis brasileiras são urgentes, como o respeito a minorias, a não violência contra crianças e adolescentes, olhar o dependente químico como doente e não somente como usuário/ traficante, acredito que todo cidadão têm seus direitos garantidos como pessoas por lei, posso respeitar sua crença e opção sexual, mas tenho o mesmo direito de não aceitá-la como sendo verdade absoluta. Por questão de fé e prática, acredito que não há uma religião como sendo a única e verdadeira, mas há Um Caminho, Uma Verdade e Uma Vida que esta representada pelo Cristo Ressurreto, e Ele aponta para algo excelente, que somente podemos desfrutar se vivermos sua Palavra na íntegra, ou seja, preciso ver as pessoas como elas são, preciso aceitá-las como são, mas não posso concordar com suas práticas se estas confrontam minha fé, logo os avanços nas leis que auxiliam e limitam as ofensas contra as minorias precisam ser levadas em consideração, afinal é inaceitável toda forma de preconceito contra os negros que também são nossos irmãos, toda e qualquer violência contra as crianças e adolescentes e agir diretamente contra a pedofilia e os maus tratos, entender que as drogas lícitas e ilícitas estão presentes em toda sociedade e que é questão de saúde pública, que homens e mulheres estão optando por toda forma de sexo livre entre parceiros e que os números de divórcios são altíssimos, mas que Deus os fez homem e mulher, sendo que a opção sexual embora seja pessoal não encontra respaldo bíblico, e que as igrejas que aceitam os tais e ate incentivam a prática estão vivendo longe do Evangelho.

Em tempo de diversidade cultural com seu leque de ações e pensamentos, os avanços podem nos levar a todos os lados, mas mesmo com as renovações constantes no mundo, desde que o mundo é mundo a Palavra de Deus continua infalível para salvar o homem e dar a ele o direito de escolha, assim como podemos escolher com quem casar, onde trabalhar, qual curso fazer e qual carreira seguir, sim nós podemos dizer se queremos ou não viver desfrutando da graça, mas saiba que toda ação tem sua reação, se por direito escolhermos ficar longe de Deus, essa opção ainda tem lugar para mudança, mas a Porta da Graça esta chegando se fechando… Podemos viver em uma sociedade mais justa e diversificada, mas a maneira que escolhermos viver pode dar claros sinais de como viveremos a nossa eternidade…

Que nesse fim de ano e início de 2012 possamos refletir sobre estas questões sociais e filosóficas e trilhar um caminho onde nossa ideologia de vida seja pertinente com nosso caráter e nossa conduta diante de Deus e dos homens, e como obreiros aprovados sejamos vistos sem máculas e manchas, certo que precisamos abrir para o novo no sentido de não fazer acepção de pessoas e viver em meio a diversidade de pensamentos sem abrir mão do que é santo e agradável a Deus. Por fim o Evangelho é inegociável.

Sobre desfrutandodagraca

Cristão, Marido da Ge e Pai da Alline, Leitor e Escritor, Gestor Recursos Humanos, Amante de Futebol (SPFC)... Ver todos os posts de desfrutandodagraca

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