É Carnaval… é tempo de rever a fantasia…


Sei que posso causar escândalo em algumas pessoas, mas precisamos rever conceitos. Não sabemos muito sobre a origem e história dessas festas. Mas assim como os carnavalescos usam fantasias, tem muita gente dentro das instituições usando a sua com o intuito de enganar e iludir “os pequeninos”. São os horrores do show da fé, a prosperidade do Mala sem alça, os delírios de Gondin e Feliciano, fora os enganos que nós cometemos a nós mesmos. Esse texto falou mais comigo do que falará com você.

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É só chegar essa época do ano que a maioria dos brasileiros só tem um pensamento.

“Pular o carnaval”.

Há uma parcela que não gosta basicamente ligada ao cristianismo e atrelam a festividade a tudo de ruim. É claro que muitas pessoas se converteram e deixaram de lado as velhas práticas, mas alguns falam até com agressividade do tema para enganar a si mesmo, pois sabem que no fundo gostariam de estar do outro lado se deliciando nas lúxurias.
Não quero fazer apologia para lado algum, mas aproveitar o momento para trazer luz a algumas situações tão presentes no nosso dia a dia e que fingimos não existir.

Para começo de conversa precisamos saber que o Carnaval é uma festa originaria da Grécia por volta dos anos 600 a.C. Os gregos adoravam seus deuses pela fertilidade do solo e produção. Mas foi por volta de 590 d.C. que a igreja Católica adotou a comemoração. A origem da palavra carnaval vem do latim “camis valles” (prazeres da carne) e uma participação popular as festas. Embora um pouco diferente do que vemos nos dias atuais, com desfiles e fantasias, oriunda de Paris, mas antigamente cada cidade brincava conforme seus costumes e cultura.

As festas eram marcadas por comida, bebida e prazeres da carne. As atividades comerciais eram suspensas, os escravos ganhavam liberdade provisória e as restrições morais eram relaxadas, tudo para que o povo curtisse cada momento.

O ponto alto das comemorações ficava a cargo das festas de máscaras, onde os inúmeros convidados adentravam aos salões e se fantasiavam para não serem reconhecidos, assim dava-se lugar a todo tipo de prática carnal sem pudor e medo de represálias.

Um fato importante e interessante do carnaval e que falamos anteriormente é que sua origem grega foi fundamental para que tomasse corpo e chegasse até os dias atuais. Os gregos tinham muitas habilidades artísticas e os atores (hipócritas, nome usado na época) atuavam com magnitude em seus principais papéis, dando ênfase aos dramas e comédias, por conseguirem interpretar os mais complexos temas e dar vida a seus personagens.

Jesus em uma passagem clássica chama os escribas e fariseus, mestres na lei, de hipócritas, eles se preocupavam com o exterior, mas interiormente eram ratos e serpentes prontos a dar o bote. (Mt. 23.25).

Penso que já temos muitos blogs e artigos que vão malhar até extinguir o assunto sobre o tema, maldizendo e criticando aqueles que vão “curtir” o carnaval, há igrejas que por omissão ou não, saem em retiros e congressos, gritando aos ventos que “deixem quem quiser se lambuzar na lama que fique na sua imundície”, mas penso que cada pessoa e grupo deve saber o que é melhor para si.

Embora não goste do carnaval com seus desfiles e festas, tenho que dizer que o pessoal sabe fazer a coisa, afinal é muita criatividade e empenho para que em algumas horas sejam julgados e saiam vitoriosos ou não, cujo objetivo é se doarem em nome de uma agremiação. Nessa época ficar em casa com a família ou aproveitar para uma viagem é muito bom, mas seria hipócrita se dissesse que odeio o carnaval se nesse quesito ele me beneficia.

Quero refletir como o mundo e os seus se empenham e usam máscaras para exibir e aproveitar o máximo de seus corpos e desejos sexuais, mas infelizmente há muitas pessoas presas na instituição que vivem igual aos escribas e fariseus, são bons homens e mulheres, frequentadores de classes bíblicas e cultos de domingo, oram e jejuam, mas se escondem atrás de máscaras da hipocrisia, assim como os atores gregos tinham duas caras e interpretavam seu personagem, há quem se esconda na igreja com apetrechos para não expor quem de fato são, mas ao sair da igreja mudam de cara, de atitudes e posições, para adequar ao mundo.

Por fora bela viola, mas por dentro pão bolorento.

Fique atento a seu comportamento e pense que tipo de vida você tem vivido dentro e fora da igreja, afinal o joio e trigo crescem juntos, mas virá o dia do julgamento e nesse dia, assim como no pós carnaval, todos sem exceção estarão sentados esperando a sentença, e você poderá sair vitorioso ou não, naquela hora não terá máscaras e joguetes interpretativos, mas pessoas com suas vidas normais, uns vão chorar, espernear, serem vitimados ao rebaixamento, enquanto verão outros conquistar o caneco, e celebrar a vitória.

Nossa vida não é uma passarela de samba, que podemos interpretar um papel e usar máscaras conforme a atuação somos pessoas com sentimentos e personalidades diferentes, mas lavadas e remidas no sangue do Cordeiro, e todo escrito de dívida fora lançado fora, não a culpa nem pecado que não possa perdoar, Ele nos quer como somos, e depois que vamos a Ele, a uma limpeza profunda e mudança de comportamento, para uns mais rápidas e consistentes, outros é um processo demorado, mas tudo conforme a dureza de nosso coração, mais rápidos deixarmos a atuação de lado e tirar a máscara que impede que as pessoas nos vejam como somos, será fundamental para que Ele nos restaure e cure. Pense nisso!

É carnaval e você pode estar vivendo uma vida de prazeres dentro e fora da igreja, e enganando a si mesmo, seja autentico, seja verdadeiro, seja puro, seja honesto, mesmo que isto custe perder algum bem, Infelizmente a instituição esta cheia de carnavalescos fantasiados de cordeirinhos. É fácil criticar e apontar o dedo para o mundo, mas que cada homem julgue a si mesmo, para que no dia final não sejamos confundidos com os ímpios.

Sobre desfrutandodagraca

Cristão, Marido da Ge e Pai da Alline, Leitor e Escritor, Gestor Recursos Humanos, Amante de Futebol (SPFC)... Ver todos os posts de desfrutandodagraca

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