As reações são diversas quando se trás a reflexão um tema, para algumas pessoas o último post trouxe desconforto, afinal não queremos passar por situações que nos leve a dor e sofrimento, para outros foi um momento de (re) pensar sobre situações cotidianas que passam despercebidos por nós, mas que pode e muito acrescentar, pois temos todo o direito de não querer sofrer, portanto a partir do momento que nascemos (somos mais um que) viveremos os bens e males desta terra. Pois desde o nascimento toda pessoa, sem exceção, passa pelo (dês) prazer da dor, é no útero um lugar gostoso, acolhedor, saudável, quente, mas ao sair começa o inicio do fim de nossas vidas, a dor chega a ser companheira natural da mãe que dá a luz um filho (a) e ao pequenino bebe que começa a se interagir com um mundo novo e repleto de surpresas.
O artigo anterior refletiu um pouco sobre a dor e como podemos ser gratos a Deus por senti-la. Por mais que seja um sofrimento a dor nos mostra um caminho novo, onde podemos compartilhar do amor eterno, mesmo em meio aos apuros, com o coração grato.
Hoje quero continuar falando da dor, mais especificamente sobre a Lepra e o Pecado, não costumo e faço severa criticas a quem mistifica a Bíblia e a usa para uso pessoal com o intuito de manipular as pessoas, mas penso que podemos fazer uma analogia do pecado tendo como principio uma doença que desfigura a pessoa e a leva a ficar insensível, as diversas passagens que trata do assunto me faz entender que a Lepra é usada com o intuito de levar as pessoas q pensar não de uma maneira a discriminalizar quem sobre deste mal, mas estender a mão e ajudar em suas mazelas, que você leitor possa definir se quer continuar uma vida de desespero ou por fim ao sofrimento.
Vamos re-capitular:
A bíblia diz que a pessoa que fosse comprovada com lepra deveria se afastar do convívio social, em levítico 13.46 “todos os dias em que a praga houver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial.” Percebe que o texto diz que a pessoa com lepra precisa estar/ficar fora do arraial. Inúmeras passagens colaboram com este pensamento e nos mostra que este era o principio seguido por gerações:
• E o sacerdote sairá fora do arraial, e o examinará, e eis que, se a praga da lepra do leproso for sarada, Levítico 14.3
• Assim ficou leproso o rei Uzias até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da casa do SENHOR. E Jotão, seu filho, tinha o encargo da casa do rei, julgando o povo da terra. 2 Crônicas 26.21
• Ordena aos filhos de Israel que lancem fora do arraial a todo o leproso, e a todo o que padece fluxo, e a todos os imundos por causa de contato com algum morto. Números 5.2
Para muita gente a lepra era um castigo, uma maldição que precisava ser extirpada, e este pensamento seguiu até chegar a Jesus que não condenava as pessoas nessas condições, antes as curava.
• E, estando ele em betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. Marcos 14.3
Com mencionei anteriormente, não quero mistificar nem trazer algo novo e revelador ou até mesmo fora dos contextos bíblicos, mas podemos neste instante fazer um comparativo entre a lepra e o pecado.
Após anos de pesquisas e estudos a ciência pode comprovar que a lepra age com algumas particularidades muito intrigantes:
Ela é uma doença contagiosa que quando diagnosticada a tempo pode ser tratada e curada, mas como demora a sua manifestação em muitos casos ela só é perceptível quando trás estragos a saúde do homem. Da mesma maneira o pecado consome a pessoa sem ela perceber o mal que esta fazendo a sua saúde espiritual, nós homens gostamos de rotular pecado e conceitua-lo como sendo pequeno, médio e grande, e pequenas atitudes errôneas podem trazer mais infecção ao corpo do que um pecado cancerígeno que maltrata e é exposto, pois há certos pecados que estão ali na pessoa, oculto a olho nu, e quando manifestos só percebe o estrago que trouxe a vida da pessoa, de seus amigos e familiares.
No inicio a lepra é só manchas na pele que em alguns casos o homem passa um creme para se proteger, pensando que a mesma é inofensiva, mas a demora em tratar o leva a perceber que a pequena mancha se transformou em ferida que a principio é dolorida e ao passar do tempo se transforma numa doença fatal, podendo levar a pessoa a óbito. O pecado é assim no começo é algo imperceptível que pensamos que uma medida aqui, um “band aid” poderá trazer solução, mas o tempo mostra que medidas paliativas não resolvem e mesmo que traga dor no inicio levando o homem a pedir perdão aos poucos aquilo se torna “gostoso” a ponto de não doer mais, sendo que a sensibilidade espiritual se foi.
A lepra se não cuidada a tempo pode contaminar as pessoas ao lado, seus utensílios e etc… Por isso era necessário sair de casa, viver longe da comunidade, pois o tratamento ocorre fora do arraial.
Jesus veio quebrar paradigmas da lei e inaugurar a época da Graça, em vários relatos é perceptível pessoas sofrendo de lepra correndo até Ele e sendo curadas, mesmo que a mente religiosa tentava afastar estas pessoas, Jesus estendia as mãos.
Alguns líderes e pastores continuam seguindo as tradições judaicas e legalistas quando (para que “fique de exemplo” para outros) colocam seus membros em disciplina, quando os impedem de exercer atividades na igreja, outros até proíbem de ceiar e assim são jogadas a própria sorte, fora do convívio e da comunhão dos santos.
A lepra tem cura, após anos de estudos e levando pessoas boas a viverem marginalizadas, hoje é possível transmitir amor e carinho a estas pessoas.
O pecado é algo destrutivo e degenerativo, levando pessoas a viverem deformadas, muitas longe de suas famílias e amigos, pois o pecado os cegou, tirou a sensibilidade das mãos e dos pés, logo andam e tocam tudo como se fosse normal, não dói mais, com isso não há necessidade de confissão, arrependimento e cura.
Jesus ao trazer a nova aliança quer se aproximar do homem, pois Romanos 3.23 diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”, sendo assim todos sem exceção estavam vivendo em estado de decomposição espiritual, forçados a viverem longe de Deus, do convívio com Ele, então era necessário que alguém trouxesse a cura, um antídoto que pudesse reverter o estado de podridão e trazer o homem para viver em paz junto aos seus.
Como igreja de Cristo estamos em um processo, demorado, diga-se de passagem, até porque segundo diz meu pastor “quanto mais duro for o coração do homem o processo de transformação e cura ira demorar”, ou seja, se nós Igreja, de fato manifestar o amor de Deus ao perdido, assim como nós que vivíamos presos e desfigurados pelo pecado, com certeza seremos o braço estendido de Jesus ao pecador.
Continuo pensando que a dor é suportável e podem nos levar a dois caminhos distintos: O caminho de cura, pois a dor acusa que algo errado esta em nosso corpo e precisa de tratamento, ou o caminho da perdição, pois se acostumarmos com a dor ela nos transformara em pessoas amarguradas na vida, mal humorada e em algumas situações tão longe e irreconhecível.
Esta escolha cabe a nós, a cura esta disponível a todos, não é preciso correr atrás dela, mas precisamos entender que sem ela, a cura, somos largados a própria sorte, ou seja, ninguém ira nos socorrer … Logo o pecado tomara conta de nós a ponto de sermos consumidos e morreremos a mercê de uma vida desgraçada…
Tenha a chance de ser livre da lepra, volte-se a Jesus, aproxime-se de Deus e Ele se chegará a vós… Afinal fazendo das palavras do Pr. Arnaldo: “O que a Palavra não fizer outra coisa não fará”

