É certo que você tenha escutado e lido a repulsa de Jesus contra os grupos religiosos de seus dias, não obstante ele ter quebrado paradigmas e ser acusado de tantas coisas, o orgulho ferido dessas classes foi decisivo e influenciou o governo de sua época a leva-Lo a cruz.
É claro que era preciso passar pelas mais diversas situações e cumprir a profecia, cujo foco era resgatar o homem a Deus.
O ministério de Jesus foi marcado por milagres e prodígios, acusações e enfrentamento contra a posição politica-religiosa.
Tantos anos se passaram entre idas e vindas, perseguições e manipulações, mesmo em meio às guerras e conflitos sociais, terremotos e tsunamis, regimes ditatoriais, corrupção dentro e fora da instituição, pessoas simples e poderosas, algumas que deixaram famílias e amigos, para servir ao Reino em outras nações, teologias confusas, líderes manipuladores com posições e ações impositivas levando milhares de pessoas a seguir uma fé baseada nas vontades e desejos de terceiros, mas a Igreja segue triunfante.
Mesmo assim, somos direcionados pelo nosso vicio frenético pela religiosidade. Até aqueles que combatem esse mal necessário, a seguem calados, até se posicionam contra um movimento aqui e ali, mas se calam diante de seus superiores, com medo de serem retaliados e expostos a opinião pública.
Na mesma proporção que somos contrariados pelo som desses movimentos arcaicos, do pode e não pode, nos fechamos e ignoramos o grito pela liberdade de expressão.
Jesus foi um revolucionário, que mesmo sem pegar armas, confrontou os poderes instituídos, não se submetendo a nenhum, foi convicto de suas certezas até a morte vicária. Mas nós que defendemos uma igreja livre das invencionices da modernidade e dos seus apóstolos de botequim, nos fechamos no nosso mundinho e calamos diante dos pequenos atos religiosos, que preservamos mais pela tradição humana do que pelos sacramentos eternos.
Assim caminha a humanidade.


